sexta-feira, 13 de julho de 2012

Semáfora



Desde o início de sua história o homem sempre buscou se comunicar e transmitir suas mensagens de maneira confiável e rápida. Os estafetas e mensageiros, a pé ou a cavalo, foram durante muito tempo a única forma disponível de comunicação à distância, embora lentos e sujeitos a "acidentes de percurso"...
A semáfora é um sistema óptico de sinalização baseado nas diversas posições que duas bandeirolas coloridas podem assumir quando empunhadas pelo transmissor. Na terminologia semafórica, cada caractere (que pode ser uma letra, um numeral ou um sinal de serviço) é representado por uma posição diferente das bandeirolas, formando, assim, um alfabeto próprio.
A semáfora é a técnica de transmissão mais barata que podemos praticar em nossas atividades. Com muito pouco dinheiro compra-se todo o material necessário para a confecção das bandeirolas. Ao contrário das torres de rádio, não há necessidade de manutenção nem de preocupação com a vida útil do equipamento e as restrições regulamentares e legislação são inexistentes! O único inconveniente da utilização da semáfora está no fato que ela é impraticável à noite!
As Bandeirolas
O único material necessário para a prática da semáfora consiste de um par de bandeirolas para cada posto de transmissão. E essas podem ser facilmente confeccionadas por sua patrulha.
As bandeirolas são tradicionalmente quadradas, divididas diagonalmente em dois triângulos coloridos.
As cores devem sempre contrastar com a cor predominante da natureza atrás do posto transmissor. Por isso é que a combinação de cores preferida são vermelho e branco, vermelho e amarelo, e preto e amarelo. Tradicionalmente a cor mais escura (vermelho ou preto) fica junto ao cabo.
O tamanho das bandeirolas deve permitir que elas sejam visíveis de longe (entre 300 e 500m pelo menos) contanto que não sejam grandes demais que cheguem a atrapalhar. Uma bandeirola de 50 cm é considerada de bom tamanho.   As bandeirolas são normalmente feitas de pano e enroladas no cabo para transporte. Acontece que em situações de pouco vento as bandeirolas não são bem visíveis. Assim, costuma-se fazer também "bandeirolas duras": basta utilizar uma vareta na transversal do cabo.
A Técnica
Para praticar a semáfora, é preciso constituir equipes de transmissão (ou "postos de transmissão"), compostas de 2 ou 3 pessoas O "transmissor", responsável pela codificação dos sinais. É quem maneja as bandeirolas.
O "receptor", que decodifica a mensagem sendo recebida de outra equipe de transmissão. Deve ter sempre um binóculo à mão!
O "gravador" ou "secretário", responsável pelo registro das mensagens recebidas e das transmitidas também.
O transmissor e o receptor podem ser a mesma pessoa.
O papel do gravador durante a transmissão deve ser o de ler, letra por letra, o conteúdo da mensagem. Assim o transmissor não deve se preocupar em memorizar o texto, apenas transmitir cada letra. Antes de começar a transmissão os postos devem estabelecer suas posições de tal forma a serem facilmente vistos um pelo outro.
Não esqueça que o fundo é muito importante para uma boa visualização. Escolha sempre um posicionamento que faça o maior contraste possível. Para facilitar, comece chamando a atenção, fazendo o sinal abaixo:
Atenção - para iniciar a seção de comunicação
Uma vez identificados os postos, é comum (e às vezes necessário) fazer-se um "ajuste fino" das estações de transmissão. Para isso utiliza-se naturalmente, as bandeirolas para transmitir sinais de serviço. Veja alguns deles:
Desloque-se para a direita (DD)
Desloque-se para a esquerda (EE)
Venha para mais perto (PP)
Vá para mais longe (LL)
OK, Nós estamos prontos (K)
Recebido e entendido (R)
Enquanto você estiver aprendendo os sinais (ou caso o colega da estação receptora seja também um novato), você deve fazer o sinal de "pronto" ou de "espaço" entre cada caractere. À medida que você for ficando mais à vontade com as bandeirolas, poderá usar o sinal de espaço apenas entre as palavras.
Espaço - Para separar cada letra, durante a aprendizagem. Depois, só use para separar palavras.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Valeu pela diversão.

Mesmo ainda em período de aulas, alguns escoteiros tiraram a tarde de hoje para pescar, na sede (Chácara Canto Verde).
Com bastão escoteiro, linha, anzol, minhoca e paciência acima de tudo. Somente a guia Bia Freitas pegou alguns peixes, na realidade só ficou com um pois os demais eram pequeninos.















Valeu pela diversão.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932.

O Grupo Escoteiro Velha Figueira no dia 9 de julho relembrou a revolução constitucionalista com uma oração, um minuto de silêncio em memória dos falecidos na revolução e Bravos à todos os escoteiros que participaram de alguma forma neste histórico momento.Nossos agradecimentos aos sempre presentes e atuantes de alguma forma, chefe Alício Gomes , Neto e ao Paulo Henrique .














      Aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. 
Frente Leste ou do Vale do Paraíba
Foi a frente principal para os revolucionários. Suas tropas combateram entre as serras da Mantiqueira e do Mar, de Guaratinguetá para o norte, até a fronteira São Paulo – Rio. Eles atuaram ao longo da ferrovia e da antiga rodovia Rio - São Paulo, integrando a 2ª DIO – Divisão de Infantaria em Operações, ao comando do Coronel Euclides Figueiredo. Nesta região, os constitucionalista perderam várias posições estratégicas  e tiveram que abandonar diversas cidades. Cunha/SP, encravada entre a serras do Mar e Bocaina, foi dominada pelos fuzileiros navais, que desembarcararm em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, e subiram a Serra do Mar através da Estrada Real e cruzaram a divisa com São Paulo e na ocasião, o soldado paulista Paulo Virginio foi aprisionado pelos fuzileiros de Vargas e obrigado a cavar a própria cova antes de ser friamente executado. O trecho da Estrada Real que liga Guaratinguetá/SP à Cunha/SP, e depois desce até Paraty/RJ, recebeu o nome de rodovia Paulo Virginio no trecho localizado dentro do território  do estado de São Paulo.
Em Silveiras/SP, os paulistas chegaram a derrotar as tropas governamentais no início de setembro. Terminada a revolução, Vargas nomeou um novo interventor federal para São Paulo, Valdomiro Castilho de Lima. Os líderes constitucionalistas, 77 no total, foram presos e levados ao Rio de Janeiro. Alguns foram enviados de lá para Portugal. Em 1995, o governo publicou a Lei Federal nº 9.093/95, que autorizava cada Estado a adotar uma "data magna", ou seja, uma data importante para sua história. Em  1997, o então governador Mário Covas escolheu o dia 9 de julho e, com a Lei nº 9.497, institui feriado estadual nesta data. Todo dia 9 de julho São Paulo festeja O "Dia do Soldado Constitucionalista", mas o dia 23 de maio de 1932 também foi determinante para os revolucionários. Foi neste dia que o povo saiu as ruas, com o objetivo de lutar pela constituição, e é também o dia que se comemora o "Dia da Juventude Constitucionalista".Ele lembra a participação dos jovens no movimento e, principalmente, os quatro estudantes vítimas da repressão simbolizados na sigla MMDC.       
A participação dos Escoteiros na revolução constitucionalista foi a mais ampla possível. Servindo a Cruz Vermelha Brasileira nos hospitais, entregando mensagens, atuando nas atividades de logística e, inclusive, apoiando os homens na frente de batalha. A luta em favor da democracia orgulhou o próprio fundador do movimento escoteiro que elogiou os esforços e o espírito escoteiro de nossos rapazes.     
                                                                   http://www.velhafigueira.blogspot.com.br/











domingo, 8 de julho de 2012

Atividade 8/7/2012

























Na reunião do dia 8 de julho com muito frio os escoteiros e seniores entre outras atividades, fizeram filtros para água e cada patrulha preparou um filtro que possa utilizar em variadas ocasiões.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CARTA DE B.P. ELOGIANDO OS ESCOTEIROS QUE PARTICIPARAM DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932:



THE BOYS SCOUTS ASSOCIATION:Caro Macintyre       
Li com o maior interesse o seu relatório sobre os serviços prestados pelos “Boys Scouts Paulistas” durante a recente guerra civil e congratulo-me com grande prazer de todos vós, pelo magnífico trabalho realizado no serviço de cruz vermelha, atendendo aos doentes e feridos, assim como em alguns casos, aos habitantes necessitados.    
Os scouts demonstraram, pelo dever do próprio sacrifício a bem do próximo, dever esse mantido debaixo de duríssimas condições e perigo pessoal, que eles possuem o verdadeiro espírito do Escotismo.    
O “record” do seu magnífico trabalho será avidamente lido pelos seus irmãos scouts de outros países e o seu exemplo será uma inspiração para outros estarem “Sempre Alerta”, afim de procederem como eles, caso ocasião semelhante se apresente.   
Eu cordialmente desejo-lhe, assim como a todos os chefes e scouts, o maior sucesso para um mais amplo. Desenvolvimento do escotismo no Brasil, para a sua própria felicidade e para o bem desse belo país.    
No enetanto, eu orgulho-me deles pelo que fizeram, mantendo alto  bom nome do Escotismo.     
Seu sinceramente,
Baden Powell  
Fonte: João Mós, “Boys Scouts Paulistas”, 2000. 

CONHECENDO A PARTICIPAÇÃO DOS ESCOTEIROS NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONAL DE 1932



A participação dos Escoteiros na revolução constitucionalista foi a mais ampla possível. Servindo a Cruz Vermelha Brasileira nos hospitais, entregando mensagens, atuando nas atividades de logística e, inclusive, apoiando os homens na frente de batalha. A luta em favor da democracia orgulhou o próprio fundador do movimento escoteiro que elogiou os esforços e o espírito escoteiro de nossos rapazes. A experiência dos escoteiros brasileiros na liderança de João Mós,  Macintyre entre outros, lembrou as práticas  escoteira de Mafeking, liderada por B.P.  
NOMES DOS LOBINHOS QUE PARTICIPARAM DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, NA CAPITAL:
1)RENATO DE ANDRADE
2)POLICARDO AZEVEDO CANTO
3)PAULO CAVALCANTI
4)ARMANDO SARTORELI
5)LUIZ BRANCO
6)NELSON ALVARO DE ANDRADE SILVA
7)DORIVAL LUCA
8)VALTER LUIS JOSÉ SERENA
9)JOSÉ CARVALHO SERENA
10)JOAQUIM SOARES MEIO JORGE
11)ANTONIO CABRAL LOPES
12)JOSÉ TARCISO COSTA LORENA
13)BENTO LUIS COSTA LORENA  

O heróico Escoteiro da Revolução Paulista de 1932



A participação dos Escoteiros na
revolução constitucionalista foi a
mais ampla possível. Servindo a
Cruz Vermelha Brasileira nos
hospitais, entregando mensagens,
atuando nas atividades de logística
e, inclusive, apoiando os homens
na frente de batalha. A luta em
favor da democracia orgulhou o
próprio fundador do Movimento
Escoteiro que elogiou os esforços e
o espírito escoteiro de nossos
escoteiros.
A foto, acima, mostra um lobinho e um escoteiro, juntamente com um grupo de
senhoras e o pavilhão paulista. Aldo Chioratto
Nasceu em Campinas, no dia 05 de outubro de 1922 e
foi registrado como Quioratto, nome de seus pais.
Pertencia ao Grupo Escoteiro  Ubirajara, da Associação
dos Escoteiros de Campinas; era aluno do Grupo Escolar
Orozimbo Maia.
Durante o conflito havia duas entidades que atuavam na
gestão do escotismo a Cruzada Escoteira e a Boy Scout
Paulista é muito provável que ele tenha pertencido
Cruzada, uma vez que ele estava vinculado a um Grupo
Escoteiro de um Grupo Escolar, o que foi muito comum
no período.
Quanto a segunda entidade não há possibilidade pois ela
atuou apenas na Capital com Escoteiros e no Vale do
Paraíba com os Pioneiros que por sinal fizeram um
maravilhoso trabalho relatado em um folheto escrito na
época por João Mós um dos grandes escotistas que este
país teve.
Como escoteiro da Comissão Regional de Campinas e
agregado à Cruzada Escoteira Pró-Constituição, foi incorporado nas tropas paulistas,
como mensageiro requisitado pelo Coronel Mário Rangel.  Gozava de grande estima dos Oficiais do Quartel General pela sua vivacidade e simpatia.
Seu trabalho era transporte e correspondência da estação ferroviária até o Quartel, em
Campinas. A revolução estava no seu auge; centenas de vidas já se haviam perdido e
São Paulo resistia graças aos seus valorosos soldados e voluntários.
Campinas, por ser entroncamento ferroviário, era muito assediada pela aviação
“Legalista” que, com seus “Vermelhinhos” castigava constantemente a cidade e seus
postos de resistência.
Em um desses ataques, logo pela manhã do dia 18 de setembro de 1932, uma série de
estilhaços – 13 ao todo – atinge o bravo escoteiro que, ferido mortalmente, não abandona
seu bornal de mensageiro.
Ele estava entregando correspondência e o local, segundo levantamento feito por Chico
Marcondes, foi o corredor de uma residência no centro próximo à estação da estrada de
ferro Cia. Mogiana e Paulista.
Aldo Chioratto não resiste a tão forte agressão ao seu frágil, mas valente corpo e vem a
falecer em virtude dos ferimentos. Foram 13 estilhaços... 13 são as listas da bandeira de
São Paulo.
Aquela criança morria, sacrificada no altar medonho da guerra; aquela criança que,
acima de tudo fora leal à sua terra, não respirava mais, mas começava a viver para a
eternidade na lembrança dos seus companheiros, do seu chefe, de seus pais, na
lembrança do escotismo de São Paulo.
Aldo Chioratto era escoteiro na cidade de Campinas durante o período da revolução
constitucionalista de 32. Uma revolução vitoriosa apesar da derrota
Os paulistas esperavam a adesão de outros Estados, o que não aconteceu. Em outubro de
32, após três meses de luta (85 dias), os  paulistas se rendem. Prisões, cassações e
deportações se seguem à capitulação.
São Paulo lutou contra vinte e um Estados, embora vencido pela esmagadora
superioridade militar da União, São Paulo obteve, sem dúvida, mais cedo do que fora de
esperar, o triunfo de sua causa. O ato de desafio coagiu o Governo a convocar, um ano
depois, a tão procrastinada Assembléia Nacional Constituinte.
Preparou-se desse modo o fim do poder discricionário e deram-se os primeiros passos
para a elaboração da Carta Constitucional. Com a dissolução do Governo Provisório, uma
nova República — a segunda de nossa História — teve seu princípio.
Últimas palavras
Quem assistiu a Revolução de 32, até hoje não consegue entender aquele entusiasmo de
crianças e mulheres fazendo roupas e capacetes para os soldados. Os escoteiros
entregavam telegramas. As crianças tocavam na rua, na Av. Paulista, levavam o Getúlio
dentro de uma gaiola.
Aqueles que tiveram a oportunidade de viver seu ideal escoteiro naquela ocasião se
orgulham, até hoje, de usar seu lenço escoteiro e dizer-se: Eu estive lá e cumpri meu
dever de ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião!
Aldo Chioratto é para o escotismo paulista, o protótipo do escoteiro. É, na realidade, a
personificação do segundo mandamento da lei escoteira –  “o  Escoteiro é leal”; foi leal no
cumprimento os seus deveres, foi leal aos princípios e à necessidade de ser responsável,
mesmo que isso lhe custasse a própria vida.
Outros heróis, como Elias dos Santos Oliveira, de 90 anos, corneteiro da cavalaria,  se
emociona ao lembrar o passado. ‘‘Era escoteiro quando me convidaram para servir e eu
me senti honrado’’, disse Elias.
Os restos mortais de Aldo repousam hoje no Mausoléu Constitucionalista, Ibirapuera, São
Paulo, ao lado de outros tantos heróis dessa epopéia. Única criança a transpor o altar e
as portas da glória. Sua memória permanece indelével em nossos corações e, como um
símbolo iluminado em nosso caminho, brilha para Sempre... Alerta até a Eternidade.